domingo, 23 de outubro de 2011

História de um livro com livros!

Se eu soubesse fazer um soneto, me considerariam Camões, eu assinaria por heterônimos e escreveria minhas MEMÓRIAS PÓSTUMAS ou minhas QUASE MEMÓRIAS.
Eu saberia A HORA DA ESTRELA e a dos retirantes severinos. Eu não seria um GRANDE MENTECAPTO, nem escreveria aquela LITERATURA DE DOIS GUMES, mas faria uma VIAGEM AO CENTRO DA TERRA em minha INFÂNCIA com poucas palavras. Eu poderia ser a MADAME BOVARY das construções poéticas clássicas.
O que eu fizesse seria o PREFÁCIO INTERESSANTÍSSIMO da minha ANTOLOGIA POÉTICA sobre o que se passa nOS SERTÕES pequenos ou no GRANDE SERTÃO: VEREDAS. Eu poderia falar sobre O ENCONTRO MARCADO nO ENCONTRO DAS ÁGUAS porque eu seria Camões.
Pensando bem, as coisas seriam fáceis se eu fosse o ÉDIPO REI, mas, como não posso, me limito a passar UMA NOITE NA TAVERNA com A DROGA DA OBEDIÊNCIA, o MOMO E O SENHOR DO TEMPO no meio dAS PEDRAS que NÃO MORREM. Se eu o fosse, não poderia ver O MENINO DO PIJAMA LISTRADO, pois ele está em LUGARES COMUNS e não naquele CASTELO DA INTRIGA.
Se eu soubesse fazer sonetos, descobriria O MISTÉRIO DA CASA VERDE e O MISTÉRIO DA TERCEIRA MEIA, acharia AS PORTAS DO DESTINO em 5 MINUTOS para OS CAPITÃES DE AREIA e me tornaria A VIUVINHA, porque VERÔNIKA DECIDE MORRER.
Mas, como não sei, NA MARGEM DO RIO PIEDRA EU SENTEI E CHOREI pensando em quem eu poderia ser.
Se eu fosse O ALQUIMISTA, ganharia UMA QUESTÃO DE HONRA por descobrir as MENTES PERIGOSAS que roubaram O SÍMBOLO PERDIDO para uma SOCIEDADE SECRETA do HOSPITAL que fazia a CURA FATAL dOS SOBREVIVENTES em COMA e TERMINAL, chefiado pelo MÉDICO E O MONSTRO.
Mas, se eu fosse O ALEPH, eu encontraria O JARDIM DO DIABO do OUTRO LADO DA ILHA, teria UM VISITANTE INESPERADO para ajudar nA PERSEGUIÇÃO ao ESTRANGULADOR que viver DOZE HORAS DE TERROR e era UM ESTRANHO NO ESPELHO.
Se eu conhecesse SHERLOCK HOLMES, perguntaria quem, era A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS nA CABANA em 1808; data em que recebi as CARTAS CHILENAS daROSANA, A TERCEIRA VÍTIMA FATAL.
O SEMINARISTA, que virou O COLECIONADOR, viu o INCIDENTE EM ANTARES naquela CIDADE E AS SERRAS possuidoras de formas de VIDAS SECAS nO CORTIÇO.
Como NADA DURA PARA SEMPRE, SE HOUVER AMANHÃ precisarei AMANHECER e a história termina por aqui.

De autoria de Crislayne Andreto.

Um comentário:

  1. Impressiona o casamento das histórias. Ler é mesmo uma viagem. É um faz de conta bem real. Perdido em grafias, ora pequenas, ora grandes, a gente vai se construindo a partir de fragmentos de personagem que no fundo são a nossa cara. A literatura, para bem da verdade, é um pouco de nós. Um espelho, um conforto, uma vontade de ser o que as vezes não somos. É um espetáculo do fantástico. Tão bom quanto o seu texto. Parabéns! ;)

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