quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Uma carta de despedida

Sabe, ontem eu tava relembrando...
Estava pensando em quanto nós éramos bobos e no quanto fomos bobos e felizes. Eu me importava demais com as suas brincadeiras e nós nos queríamos bem.
Hoje, com nossos oitenta e uns aninhos de experiência, eu não me culpo. Não me culpo de ter passado a vida toda com você e nem ter vivido a minha (quer dizer, a nossa) vida do seu lado. Não me culpo por ter cuidado tantas vezes quanto eu podia. Hoje eu olho para o passado e me orgulho dos planos que realizamos juntos, de tudo o que nós construímos. Eu não me importo de ter aprendido só com você, mesmo que tivesse a eternidade e nem me importo de te ensinar, mesmo que isso me tirasse escolhas.
Hoje eu também percebo que o tempo que nós ficávamos separados só servia para mostrar-nos que o que é grande só aumenta e nem tempo, nem distância impedem. Todos os que tentaram nos derrubar e você sabe melhor que eu, meu amor, ficaram para trás, nada serviu e nem servirá.
Eu me lembrei da nossa época de escola e do quanto eu discutia com você. Ah, e por falar em discutir, acabei de me lembrar das vezes que eu queria brigar e você não deixava, você não imagina o quanto isso me irritava.
hhn, outra coisa. Nossa irresponsabilidade; nós fazíamos tudo sem se importar com nada (risos)
Ah, meu amor, se eu pudesse voltar no tempo e recomeçar, eu teria feito tudo o que eu fiz, sem mudar nada. Porque a parte legal da vida, além de ter histórias, é claro!, é poder olhar para o lado e falar "EU VIVI". E com você, eu vivi. Não foi apenas ter passado pelo mundo, foi ter vivido mesmo . e viverei com você até o fim, porque nós vamos nos encontrar nem que seja na eternidade.
Eu te amo, sua linda.

Nenhum comentário:

Postar um comentário